Envelhecimento cutâneo



 

A preocupação com a aparência da pele sempre esteve presente entre as mulheres e, cada vez mais, entre os homens também. Ao longo da vida, nossa pele sofre muitas transformações que infelizmente tendem a levá-la ao processo do envelhecimento cutâneo dia após dia. E não temos como fugir disso. O envelhecimento é dividido em 2 segmentos, o intrínseco e o extrínseco. O primeiro relaciona-se aos desgastes naturais do organismo, independente da influência dos fatores externos. Tem início a partir dos vinte anos e acentua-se com a entrada na Menopausa (ou Andropausa), devido à queda hormonal que têm ação na manutenção da densidade, tonicidade, firmeza e elasticidade cutânea. O segundo relaciona-se a influência dos fatores ambientais na nossa pele como radiação UV, poluição e tabaco que agem nas camadas superficiais da pele agravando as alterações conseqüentes do envelhecimento intrínseco. A radiação UV é a responsável pela formação dos radicais livres que atacam as estruturas protéicas, modificando a síntese de colágeno. Esses fatores em conjunto levam à formação de melanoses solares, flacidez, perda de luminosidade e rugas.
Do envelhecimento intrínseco, infelizmente, não temos como fugir mas podemos evitar os fatores extrínsecos para que possamos ter um processo de envelhecimento mais saudável e bem mais lento. Os procedimentos dermatológicos e os produtos tópicos específicos para a pele, quando associados a uma alimentação saudável e exercícios físicos podem retardar e muito uma aparência desgastada e desfavorecida pelo passar dos anos. Vale a pena tentar!!!

Como prevenir e tratar o envelhecimento cutâneo:

(1) Impedir a penetração das radiações UVA e UVB, através de: (a) manutenção da barreira da pele com higiene e hidratação; (b) foto proteção pelo uso diário e contínuo dos filtros solares de amplo espectro associado a medidas complementares como uso de chapéu, roupas e mudança de comportamento em relação à exposição ao sol.

(2) Neutralizar estes radicais livres: isto é feito com a utilização de antioxidantes tópicos e sistêmicos.

(3) Aumentar a síntese de colágeno e elastina dérmicos: através da utilização de cosmecêuticos e cosméticos e, se possível, sistêmicos seguidos pela utilização dos procedimentos cosmiátricos.

(4) Reduzir a glicação do colágeno: pelo uso de produtos tópicos, de eficácia ainda insuficientemente comprovada, uma vez que não existem estudos clínicos controlados.

Papel dos Cosmecêuticos:

Cosmecêutico ainda é um termo não reconhecido pelas agências regulatórias de drogas constituindo uma classe de produtos tópicos situados, segundo seu mecanismo de ação, entre os cosméticos e os produtos farmacêuticos (medicamentos de farmácia).

A indústria cosmética os define como produtos cosméticos que proporcionam benefícios “semelhantes” aos dos medicamentos. Os dermatologistas devem conhecê-los, pois podem ser úteis como coadjuvantes ao tratamento clínico medicamentoso, no preparo da pele para procedimentos e na manutenção de resultados. A crítica ao grande número de produtos cosmecêuticos colocados constantemente no mercado, indo de encontro à ansiosa busca por novidades, é o marketing agressivo antes de estudos mostrarem que de fato tais “produtos” funcionem. É necessário ter em mente que “nem sempre o novo é o melhor” e que há necessidades, diante das novidades, de procurar referências e analisar com crítica e cuidado os resultados publicados.

Alguns exemplos de cosmecêuticos de eficácia total ou parcialmente comprovada:

  1. Vitamina A ou retinol: trata-se de um grupo de cosmecêuticos conhecidos popularmente como ácidos. O mais famoso deles é o ácido retinóico, em concentrações de 0.025%, 0.075% e 0.1%, sendo ainda o padrão ouro no tratamento do foto envelhecimento. Vários autores comprovaram sua eficácia. Os produtos existentes no mercado com retinol têm concentrações muito inferiores às necessárias, ao redor de 0.075%.
  2. Vitamina C: é útil desde que usada na forma de ácido ascórbico levógiro e nas concentrações de 5% a 15%. Significa dizer que a prescrição deste ativo deve ser feita por um especialista na área uma vez que não é qualquer produto adquirido no balcão da farmácia que contém vitamina C funcione. Sem dúvida ela atua produzindo grande melhora clínica na produção de colágeno.
  3. Alfa-hidroxiácidos: são um grupo especial de ácidos que funcionam como hidratantes esfoliantes e queratolíticos. Incluem o ácido glicólico, lático, cítrico, pirúvico, málico e tartárico. O uso do lactato de amônio a 12%, além dos efeitos epidérmicos, pode aumentar a espessura da pele tornando-a mais macia e melhorando as rugas. O ácido glicólico é utilizado em concentrações em torno de 10% e acima de 20% a 70% para a realização de peelings superficiais ou combinados.
  4. Polifenóis do chá verde: o chá verde é obtido da planta Camellia sinensis e os seus derivados, as epicatequinas, comumente chamadas de polifenóis, impedem a penetração da radiação UVB evitando seus efeitos sobre as células, inclusive imunossupressão. Têm, portanto, propriedades antioxidantes, antiinflamatórias e anticarcinogênica demonstradas em grandes estudos. Estudos realizados na pele humana demonstraram que uma solução composta por frações de chá verde, em concentrações de 1% a 10%, preveniu o eritema induzido pela radiação UV e na pele reduziu o efeito da radiação solar.

 

 

Fontes:

Dra. Juliana Tepedino
CRM: 5287019-6

http://portalbraganca.com.br/belezaesaude/mecanismos-de-envelhecimento-cutaneo-e-o-papel-dos-dermocosmeticos-medico-convidado-dr-jose-vitor-de-oliveira-junior.html
 

 


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