Prevenção efetiva da sudorese induzida por estresse e bromidrose axilar em adolescentes

Estudo evidencia que a bromidrose induzida por estresse pode ser eficazmente controlada através do uso de desodorante com a associação de clorohidrato de alumínio e ácido butiloctanóico

A sudorese emocional é uma reação física aos estímulos emotivos, como estresse, ansiedade e tensão emocional, por exemplo. Na região axilar existem dois tipos de glândulas (écrinas e apócrinas) envolvidas na secreção sudoral. As glândulas écrinas secretam secreção fluida aquosa e estão distribuídas por, praticamente, toda a superfície corporal, possuindo função de termorregulação. As glândulas apócrinas localizam-se nas axilas, mamas e regiões perineal e pubiana, permanecendo inativas até a puberdade. Nas axilas, as glândulas apócrinas secretam substâncias inodoras que, ao sofrerem ação de enzimas bacterianas na superfície corporal, são transformadas em substâncias odoríferas voláteis. Em situações de estresse a secreção de ambos os tipos glandulares está aumentada. Atualmente, adolescentes estão sendo submetidos a situações de estresse como processos seletivos em escolas, entrevistas de empregos e estágios e encontros amorosos. Em virtude das alterações hormonais inerentes à adolescência, as glândulas apócrinas tornam-se ativas fazendo com que a bromidorse (mau odor da transpiração) seja uma nova e desagradável experiência, uma vez que não ocorre durante a infância.

O artigo apresenta estudo envolvendo 40 voluntários igualmente distribuídos em relação ao gênero com idade entre 16 e 18 anos que fizeram uso diário de desodorante contendo clorohidrato de alumínio e ácido butiloctanóico em apenas uma axila (escolhida randomicamente). Após 4 dias de uso do produto, foi realizado teste de avaliação (TSST - Trier Social Stress Test) que contou com medição da sudorese e frequência cardíaca antes do estímulo de estresse emocional (entrevista e perguntas) e após o estresse, assim como dosagem de cortisol (avaliação da resposta endócrina) na saliva nos minutos 1, 10, 20, 30, 45 e 60 subsequentes. Todas as amostras de suor foram encaminhadas sob condições ideais de transporte para medição da intensidade do odor em laboratório especializado.

Todos os voluntários apresentaram resposta ao estresse induzido evidenciada através dos parâmetros psicológicos, autônomos e endócrinos, com discreta diminuição da sudorese no sexo feminino em comparação ao masculino. Os adolescentes do sexo masculino produziram significativamente pior odor em comparação às voluntárias. Tal fato, provavelmente, deve-se aos altos índices de testosterona plasmática e no suor de adolescentes do sexo masculino. A resposta quase imediata da bromidrose ao estresse emocional faz sugerir que o odor da transpiração axilar seja um ferormônio com função de “alarme”.

O estudo evidencia que a bromidrose induzida por estresse pode ser eficazmente controlada através do uso de desodorante com a associação de clorohidrato de alumínio e ácido butiloctanóico, a qual também induziu redução sudoral em 50% no grupo estudado.

Martin et al. Effective prevention os stress-induced sweating and axillary malodour formation in teenagers. Int J Cosmet Sci 2011: 33; 90-97

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